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JUSTIFICAÇÃO DO RACISMO PASTORAL

(estrofe 1) Canto o Cristo que abraça toda cor, Sem muralhas, fronteiras ou temor. Mas vozes frias, em púlpitos de poder, Criaram “leis divinas” que Deus não pode escrever. (estrofe 2) Forjaram teorias para excluir o irmão, Chamaram desigualdade de santa ordenação. Misturaram Escrituras com vaidade e domínio, Fizeram da fé um espelho de seu próprio caminho. (estrofe 3) Confundiram o evangelho com tronos de opressão, Transformando o altar em arma de segregação. Mas Cristo nunca pregou hierarquia racial, Ele tocou todos, do invisível ao marginal. (refrão) O Cristo verdadeiro não ergue distinção, Não aceita cativeiro em nome da religião. Quem aprendeu com Jesus só caminha na igualdade, Pois o amor desmascara toda falsa autoridade. (estrofe 4) Em muitos sermões, a pele virou sentença, E a cor, um decreto de falsa providência. Mas o Deus que cria flores em solo desigual, Nunca escreveu destino racial. (estrofe 5) Chamaram de doutrina o que era preconceito, E esconderam violência por trás de um conceito. Mas o Espírito sopra sem fronteira ou padrão, E desfaz, com luz, toda segregação. (refrão) O Cristo verdadeiro não ergue distinção, Não aceita cativeiro em nome da religião. Quem aprendeu com Jesus só caminha na igualdade, Pois o amor desmascara toda falsa autoridade. (estrofe 6) O racismo pastoral feriu gerações, Semeou silêncio em milhares de orações. Mas Deus escuta primeiro o que foi calado, E leva ao alto quem foi humilhado. (estrofe 7) Canto o evangelho que refaz o coração, Onde cada rosto é imagem da mesma Criação. Pois na mesa de Cristo, ninguém é menor, E o amor é o pão que serve a todos ao redor. (refrão) O Cristo verdadeiro não ergue distinção, Não aceita cativeiro em nome da religião. Quem aprendeu com Jesus só caminha na igualdade, Pois o amor desmascara toda falsa autoridade.