
Numa feira de domingo, ele perdeu o seu
Numa feira de domingo, ele perdeu o seu caminho, Ela na mesma feira, se distraía com um vinho. Ele buscava por tomates, ela por um queijo fino, Ambos perdidos entre barracas, num destino clandestino. “Desculpe, senhor feirante,” ele começou a falar, “Vi uma moça por aqui? Com olhar de encantar?” Ela perguntava ao vendedor, "Vi um homem a procurar, Algo que nem ele sabe, mas que quer encontrar?" Ele seguiu o cheiro de pães, ela o aroma de flores, Desviando de crianças e carrinhos cheios de cores. Ele falou com os cachorros, ela com os periquitos, Perdidos em meio à festa, entre frutas e palitos. Até que no canto das ervas, onde o alecrim dourava, Ele viu a tal mulher, que o seu coração chamava. “Você aqui?” ele exclamou, com um riso sem igual, “Estava te buscando,” ela disse, “no meio deste festival.” Riram da situação, da confusão tão bela, Encontraram-se enfim, sob a luz da vela. E assim nossa história se fecha, com chave de ouro, Perder-se pode ser divertido, quando se tem tesouro.

