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PROSPERIDADE COMO SINAL DE FÉ 1

(estrofe 1) No início era a chama, palavra viva do Senhor, Cristo pregava o reino em justiça e puro amor. Pobres eram os primeiros, com pão e coração, Na partilha encontravam o sentido da missão. (estrofe 2) Vieram os séculos depois, com tronos e poder, Reis tomaram o Evangelho, moldando o seu viver. Do sangue dos mártires, se erguia a verdade, Mas muitos a venderam por glória e vaidade. (estrofe 3) Da simplicidade do Mestre, desviaram o olhar, Fazendo da fé comércio, moeda pra negociar. Dizem que a bênção é ouro, que riqueza é sinal, Mas Cristo ensinou serviço, amor sem igual. (refrão) O Evangelho não é tesouro de prata nem ouro, É caminho de entrega, é vida em socorro. A fé verdadeira não se mede por bens, Mas pelo amor que se doa a todos, sem desdém. (estrofe 4) Nas praças e nos templos, a voz se distorceu, Quem tem mais abundância, dizem, mais recebeu. Mas Jesus, sendo rico, escolheu se esvaziar, Na cruz mostrou ao mundo o que é prosperar. (estrofe 5) Prosperidade do Reino é justiça e compaixão, É cuidar do faminto, é estender a mão. Não é a casa de mármore, nem a conta no exterior, É ser rico em bondade, em perdão e em amor. (refrão) O Evangelho não é tesouro de prata nem ouro, É caminho de entrega, é vida em socorro. A fé verdadeira não se mede por bens, Mas pelo amor que se doa a todos, sem desdém. (estrofe 6) Contando o Cristianismo, vemos glória e traição, Entre santos e mercadores, se divide a canção. Mas a voz de Nazaré não se pode calar, Ela chama ao serviço e à vida de amar. (estrofe 7) Que a fé não se confunda com status ou poder, Pois o Cristo ressuscitado ensina outro viver. Prosperidade maior é viver a comunhão, Semeando no próximo a divina compaixão. (refrão) O Evangelho não é tesouro de prata nem ouro, É caminho de entrega, é vida em socorro. A fé verdadeira não se mede por bens, Mas pelo amor que se doa a todos, sem desdém.