
Um terreno vazio, uma promessa no olhar, Tijolo por tijolo, começamos a sonhar. Entre pausas e dĂșvidas, o tempo ensinou, Que a casa Ă© feita de amor que sobrou. Entre obras e atrasos, construĂmos, Um espaço onde sorrimos. O eco das paredes era o futuro, Cada canto, um abrigo seguro. No chĂŁo frio, o calor chegou, E uma nova vida em nĂłs brotou. As janelas abertas ao cĂ©u lĂĄ fora, Cada amanhecer nos fez ir embora... Um lar de sonhos, um porto a ancorar, Onde o silĂȘncio Ă© um abraço no ar. Na simplicidade, a grandeza surgiu, Foi ali que o amor nos construiu. As plantas cresciam, as cores ganhavam vez, O tempo moldava nosso pequeno mĂȘs a mĂȘs. As crianças riam, o amor se multiplicava, E a casa, em silĂȘncio, tudo guardava. Os quadros na parede, memĂłrias penduradas, O som da vida em cada madrugada. Entre o vento e as estrelas no telhado, Cada canto do lar foi sagrado. Ah, as mĂŁos cansadas que ergueram o chĂŁo, Os dias de chuva, as noites sem pĂŁo. Tudo foi parte do grande desenho, De um lar onde nunca faltou o empenho. Um lar de sonhos, um porto a ancorar, Onde o silĂȘncio Ă© um abraço no ar. Na simplicidade, a grandeza surgiu, Foi ali que o amor nos construiu. (bis) E se um dia a casa nĂŁo for mais nossa, O amor nela plantado serĂĄ a resposta. Porque um lar nĂŁo Ă© sĂł madeira ou chĂŁo, Ă onde o amor faz morada no coração. ( )

