
Segunda Carta: Entre Linhas e Olhares
[Intro – violão dedilhado + flauta mais presente + som leve de folhas ao vento] Tem algo no jeito que você chega que bagunça o ar ao redor Como se o tempo desacelerasse só pra gente existir melhor [Verso 1] Você fala pouco… mas diz tanto no espaço entre uma frase e outra E eu fico lendo teus silêncios como quem decifra uma rota Teu olhar demora um segundo a mais e o meu já não sabe disfarçar Tem palavras que a gente não usa mas começa a sentir no ar [Pré-Refrão – leve percussão orgânica + flauta respondendo vocal] E se ninguém disser nada será que ainda assim… é real? Ou somos só dois pensamentos se encontrando sem final? [Refrão – mais aberto, emocional, porém suave] Entre linhas e olhares tem um mundo que ninguém vê Um segredo guardado no vento toda vez que eu cruzo você E sem toque, sem nome sem promessa pra explicar A gente escreve uma história que nunca chegou a falar [Pós-Refrão – vocal leve + flauta marcante] Hmm… quase dá pra entender mas escapa quando eu tento ver [Verso 2 – mais íntimo, respirado] Eu decorei teus detalhes como quem guarda um sinal Mas não sei se é destino ou só vontade demais E se eu estiver criando tudo me diz por que você também… me olha como se soubesse algo que eu ainda nem sei? [Ponte – etérea, quase sussurrada, sons de floresta mais evidentes] Talvez seja só o silêncio tentando nos confundir Ou algo maior acontecendo sem a gente perceber aqui [Refrão Final – mais intenso, harmonia cresce] Entre linhas e olhares tem um mundo que ninguém vê Quase como se o invisível tivesse aprendido a escrever E sem toque, sem nome sem coragem pra explicar A gente vive um “quase agora” que insiste em não passar [Outro – violão suave + vento + flauta finalizando] Se isso for só da minha cabeça… por que parece tão com você?

