
(estrofe 1) No campo escuro, Abraão se prostra em dor, Animais partidos selam seu temor. Um fogo passa entre pedaços no chão, Um pacto selado com morte e aflição... ... (estrofe 2) Tão longe está o brilho da cruz, Onde o sangue é amor que conduz. Não há mais bodes, nem altar carnal, Mas o dom do Cristo celestial. ... (estrofe 3) Abraão sonhou, sentiu tremor, Pensou que o sangue era sinal de amor. Mas o Deus de Jesus, manso e fiel, Mostrou que o amor é o novo troféu. ... (refrão) Não é o sangue de bois ou cordeiros, Mas o dom do Amado, o mais verdadeiro. O pacto divino é vida que inflama, É Deus que se doa, é Deus que ama. ... (estrofe 4) Moisés leu o rito, e o povo chorou, O medo os guiou, o terror dominou. Mas veio Jesus, o Verbo em flor, E transformou o temor em amor. ... (estrofe 5) O templo caiu, cessou o altar, O Cordeiro vivo veio habitar. O sangue agora é compaixão, É o pulsar de um novo coração. ... (estrofe 6) A morte findou, o véu se rasgou, O velho pacto, enfim, expirou. No cálice santo, há vida e perdão, E o céu toca a terra em comunhão. ... (refrão) Não é o sangue de bois ou cordeiros, Mas o dom do Amado, o mais verdadeiro. O pacto divino é vida que inflama, É Deus que se doa, é Deus que ama. ... (estrofe 7) Quantas vezes, Senhor, eu também criei Que eras o Deus que a Moisés falei. Defendi o medo, neguei teu ardor, E confundi justiça com dor. ... (estrofe 8) Agora entendo, com alma em pranto, Que o sangue de amor é o mais santo. Não nasce do ódio, nem do altar, Mas do Deus que vem nos abraçar. ... (ponte) Perdão, meu Deus, por te confundir, Por tanto engano em te refletir. Achei que fosses vingança e dor, Mas és ternura, pureza e amor. ... (refrão) Não é o sangue de bois ou cordeiros, Mas o dom do Amado, o mais verdadeiro. O pacto divino é vida que inflama, É Deus que se doa, é Deus que ama. ... (refrão final) Agora descanso em teu peito, Jesus, Teu sangue é vida, teu amor é luz. Não mais o altar de horror e morte, Mas o Deus conosco, eterna sorte.

