
[Intro – very long mysterious fade-in, night birds, mystical wind, deep drones, distant ocean, isolated guitarra portuguesa. Add concertina, acoustic guitar and electronic textures one by one. Dark, hypnotic, almost frightening.] [Vocal – ethereal, mystical, almost unreal male voice, European Portuguese, deep and airy, intimate but haunting. Long cinematic reverb, subtle stereo delay, ghostly harmonics and layered whispers. Slight electronic processing and soft vocoder texture, but lyrics remain clear. Voice feels suspended in space, between human and supernatural.] À beira do Atlântico, onde a luz vem pousar, Há um povo de braços abertos para dar. Entre pedra e azulejo, entre o sal e o calor, Portugal segue em frente com o mar no coração. [Verse 1 – sparse electro pulse, guitarra portuguesa, distant concertina] Nas ruas de Lisboa, onde o Tejo vem brilhar, Basta apenas um sorriso para a porta se abrir. Partilha-se o pão, o vinho, histórias ao luar, E quem chega como estranho tem vontade de ficar. Das aldeias de granito às praças de verão, Há ternura em cada gesto, verdade em cada mão. Aqui ainda se oferece sem pedir explicação, Como se cada encontro fosse parte do coração. [Chorus – wide electro-Pimba expansion, voice larger and more spectral] PORTUGAL! ERGUE O CORAÇÃO AO CÉU! Terra de coragem, de luz, de sal e mel! Tens nos olhos horizontes, tens nas veias o mar, E nas mãos tens o abraço para quem quiser chegar! PORTUGAL! FAZ O TEU NOME ECOAR! Da serra da Beira às ondas junto ao mar! Descobriste novos mundos para além do vendaval, E hoje conquistas corações — meu eterno Portugal! [Verse 2 – stronger electronic pulse, bass rising, concertina responses] Teus marinheiros foram onde o medo quis ficar, Guiados pelas estrelas sem saber onde aportar. Enfrentaram cabos, ventos, tempestades sem perdão, Com os sonhos como vela e coragem no coração. De Sagres até às Índias, de África ao Brasil, Abriram novos caminhos sobre o oceano hostil. E por trás de cada vela empurrada pelo vento, Ia Portugal inteiro navegando o firmamento. [Chorus – bigger drums, synth bass, accordion and Portuguese guitars] PORTUGAL! ERGUE O CORAÇÃO AO CÉU! Terra de coragem, de luz, de sal e mel! Tens nos olhos horizontes, tens nas veias o mar, E nas mãos tens o abraço para quem quiser chegar! PORTUGAL! FAZ O TEU NOME ECOAR! Da serra da Beira às ondas junto ao mar! Descobriste novos mundos para além do vendaval, E hoje conquistas corações — meu eterno Portugal! [Verse 3 – hypnotic electro-Pimba groove, increasing intensity, ghostly backing vocal layers] Há no fado uma saudade que nos ensina a viver, Uma voz tão portuguesa impossível de esquecer. Mas quando chega a festa e a concertina vem tocar, Cada rua, cada aldeia põe-se inteira a bailar. Canta-se à volta da mesa, ri-se até amanhecer, Abraça-se quem regressa, quem voltou para nos ver. Pois embora a vida leve tantos filhos para longe, Portugal chama baixinho para além do horizonte. [HUGE BREAK – brutal impact. Everything stops instantly. Deep sub hit, metallic crash, total silence. The voice whispers “horizonte…” with huge stereo echo repeating for several seconds. Mystical wind and reversed vocal textures float in the silence.] [EXPLOSIVE RETURN – massive electro kick, deep bass, concertina, accordion, guitarra portuguesa and synths slam back together] [Chorus – explosive, spectral vocal layers] PORTUGAL! ERGUE O CORAÇÃO AO CÉU! Terra de coragem, de luz, de sal e mel! Tens nos olhos horizontes, tens nas veias o mar, E nas mãos tens o abraço para quem quiser chegar! PORTUGAL! FAZ O TEU NOME ECOAR! Da serra da Beira às ondas junto ao mar! Descobriste novos mundos para além do vendaval, E hoje conquistas corações — meu eterno Portugal! [Verse 4 – relentless crescendo, voice increasingly powerful and unreal] Amo as tuas praias, montes, vinhas ao luar, Os teus velhos olivais que o tempo viu passar. Mas acima de tudo amo esse povo acolhedor, Que oferece um café, um prato, um sorriso e calor. Não és apenas terra desenhada num papel, És memória que nos fica, és raiz debaixo da pele. E quem um dia te conhece, mesmo longe, onde estiver, Leva Portugal consigo como leva quem mais quer. [Final Chorus – GIGANTIC ELECTRO CLIMAX, maximum energy, huge bass, soaring concertina, Portuguese guitars, layered supernatural vocals] PORTUGAL! ERGUE O CORAÇÃO AO CÉU! Terra de coragem, de luz, de sal e mel! Tens nos olhos horizontes, tens nas veias o mar, E nas mãos tens o abraço para quem quiser chegar! PORTUGAL! FAZ O TEU NOME ECOAR! Da serra da Beira às ondas junto ao mar! Descobriste novos mundos para além do vendaval, E hoje conquistas corações — MEU ETERNO PORTUGAL! [Outro – instruments disappear one by one. Ethereal whispered voice, guitarra portuguesa alone, mystical wind, long reverb] Quando o Atlântico adormece sob um céu de fogo e cor, O teu nome fica escrito na memória e no amor. Portugal, velho navegador de um horizonte sem igual, Descobriste o mundo inteiro… E o mundo guarda em si P

