
sentei-me ali sozinho, comigo num dia que já tinha vivido que à noite mal dormida, sucedia mal acordava, e já ali morria nascido já, o dia vivia ainda eu estava por enterrar acordava para a vida que conhecia enquanto a culpa me culpava, a gritar tentei, então, tentar segurar por momentos, uns quantos momentos amor entre os dedos, escorrendo de mãos cerradas, a prender o tempo como se houvesse tempo, ou tempo para isso a não ser passado a repetir-se uma vez mais errei, dizia cabecinha pensadora a metralhar trabalhou noite fora, enquanto dormia acordei quando me disse, vai trabalhar com a rima e.o brilho a escorregar chama interna, eterna, a apagar confiança na dúvida, desconfiado, a duvidar esperança mágica, em vão acreditar tentei, então, tentar segurar por momentos, uns quantos momentos amor entre os dedos, escorrendo de mãos cerradas, a prender o tempo como se houvesse tempo, ou tempo para isso a não ser passado a repetir-se agarrei todo o nada, consegui segurar todo o nada que fui capaz de agarrar mãos trémulas, de expectativa a escorregar acredita e persiste, pareciam gritar nos tantos nadas, confiava tudo o tudo que foi ficando por fazer, desfeito o tudo nada que pode ser, a bater, no peito deixei-o ali, coitado, deitado, abandonado mais um dia, o tal dia, que já havia um dia, após dia, após dia, já vivido tentei, então, tentar segurar por momentos, uns quantos momentos amor entre os dedos, escorrendo de mãos cerradas, a prender o tempo como se houvesse tempo, ou tempo para isso a não ser passado a repetir-se

