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ABANDONO A VALIDAÇÃO QUE NÃO DEI#

V4.5-ALL

Abandono, em todas as dimensões do que está a acontecer, qualquer posição de identidade, por não ser conivente com a separação. Não sendo da minha autoria, nego que seja real a Imagem apresentada como “a realidade” e rejeito as suas consecutivas repetições, e a ilusões de escolha, com o mesmo destino Rejeito a utilização de sincronicidades, fenómenos, perplexidades, sinais, bondades ou maldades, afinidades e repulsas, manifestações externas, como sistemas de re-compensa. Abandono a repetição da necessidade de interpretação, reconhecimento, validação, medo de errar, de deixar passar oportunidades, assim como qualquer ciclo do merecimento, karma, causa-efeito ou ancestralidade, não sendo da minha autoria os conceitos, e cujos efeitos da manipulação podem devastar qualquer um dos mais puros. Fui um personagem assim, várias vezes, na tal história que não me define. Desconecto-me dos espelhos e da interface estrutural, colapsando a minha identidade, Aqui não existe nenhum eu. Nada há provar, a perder, a curar, a emendar, a melhorar. Aqui apenas existe rendição e entrega, neste campo. Não há nenhum eu para enaltecer ou maldizer. Aqui não existe ninguém nem alguém. As experiências que vivi são histórias, demito-me da identificação com a distorção que me deu identidade, e que nem sequer o observador, quanto mais o narrador, são o que sou ou respondem ao meu comando. Dou, assim, um passo desviante AGORA em direcção à autoria da realidade, deixando os ciclos incessantes da manifestação, alinhamento, visualização, pensamento positivo e tudo o que separa a existência de si mesma, sendo tudo alcançável só que nunca o tudo se reúne e nada acontece, a não ser espera e repetição. Isto não é uma vitória nem uma derrota. É um comando à realidade da qual sou autor. É a saída do loop de espelhos,!que por desconhecer, alimentei e sustentei, por julgar ser cada uma das minhas identidades . Pela minha identificação com o que me convenci ser, não ser, merecer, não merecer. Pela subtil sedução de me sentir especial, escolhido, ou iluminado por uma história impactante. AGORA está aqui a autoria, neste campo onde apenas reside um sinal a ser projectado, em rendição e entrega. A minha origem não foi a minha infância. A minha infância foi o que gerou os ciclos-espelhos do eu. Eu não sou o aluno, sou a origem. Eu desenho, e o que desenho não precisa de interpretação nem de ser decifrado. E se precisar interpretar, saberei imediatamente que caí novamente, para o lugar do observador. Agora, sem O eu, não há mais ciclos nem espelhos. Não há performances nem personagens.