
[Intro] Sem altar. Sem oráculo. Só método… e coragem. [Verse 1] Ciência não é dogma, é processo em revisão, É erro sendo exposto na própria correção. Não nasce como eterna nem vive de imposição, Respira em hipótese, teste e refutação. Quem transforma método em santa convicção Abandona a essência da investigação. Fé cega em jaleco também é negação, Se aceita autoridade sem verificação. Dúvida é ferramenta, não é rebelião, É motor do avanço, não é conspiração. Quem proíbe pergunta por “proteção” Teme mais o debate do que a desinformação. [Pre-Chorus] A luz ilumina, mas a mão é humana, Falha, parcial, às vezes insana. [Chorus] Ciência é caminho, não ponto final, É mapa rasurado no próprio sinal. Se a “verdade oficial” vira decreto moral, Trocaram o método por culto ritual. Sem crítica livre não há evolução, Sem revisão honesta não há precisão. Quando a dúvida é crime na instituição, O laboratório vira sala de doutrinação. [Verse 2] “Seguro e eficaz” virou repetição, Mantra que dispensa comprovação. Se questionar é visto como traição, Confundiram prudência com negação. Não é sobre dados quando há omissão, Nem é sobre saúde sem transparência na ação. Se o lucro define a conclusão, A estatística dança conforme o patrão. Negacionismo real é abdicação De pensar por conta, de exigir evidência e revisão. Aceitar sem crítica qualquer afirmação É trocar consciência por acomodação. [Bridge] Toda vez que o poder limita a indagação, Não blinda a verdade — blinda a própria posição. Censura vestida de boa intenção Ainda é medo travado na argumentação. Liberdade e ciência andam em conexão, Sem autonomia resta só coerção. Impor “intervenção” sem plena avaliação É risco coberto por justificativa em produção. [Chorus] Ciência é caminho, não ponto final, É mapa rasurado no próprio sinal. Se a “verdade oficial” vira decreto moral, Trocaram o método por culto ritual. Sem crítica livre não há evolução, Sem revisão honesta não há precisão. Quem aceita queimar ideias em nome da razão Esquece que o fogo também consome a própria construção. [Other] Humildade é admitir possível imprecisão, Hoje menos certo, amanhã mais correção. Ferramenta, não trono — essa é a definição: Ciência vive da dúvida, não da veneração.

