
Resi cai de joelhos, o gigante ao tombar, O homem fica no chão, incapaz de levantar. Derrotado e vivo, o silêncio se faz, Kael ergue-se lento, com passos sem paz. Pira surge ao seu lado, na sombra define, Frente a frente ao fantasma que o sangue deprime. Quinze anos sem rosto, o teste a queimar, A farsa em Lornhaven, que a família foi ceifar. "Se me matar nada muda", Resi ousa indagar, "Não", responde o ladino, sem recuar ou parar. Kael pensa em Nel, em quem deve cair, Onde a honra e a vingança, num só vão se fundir. Fecha os olhos e clama, com a alma a sangrar, O Primeiro Ideal que a Ruptura vai despertar. "Vida antes da morte", a luz vai descer, "Força antes da fraqueza", pro elo se erguer. "Jornada antes do destino", o voto a prevalecer. O laço se aprofunda, a Divisão a responder, A Luz das Tempestades que o peito vai colher. O golpe não veio, Arautátor a intervir, "Chega, ele está no chão, não o vamos punir." Mas as cinzas de ontem clamam por redenção! Uma luta sem glória no abismo do chão! Onde a honra de heróis se desfaz na prisão! Radiantes discutem na escuridão! E o teste de sangue que Lornhaven queimou, Deixa marcas na alma que o tempo não levou! Nenhum ideal cura o que a morte roubou, E o eco de Rathalas com lágrimas ecoou! Kareth paira assustado, clama por compaixão, "Não precisamos matar, o homem já está no chão." Kael ri amargurado, a sua fúria é demais, "Você quer julgamento, pelas marcas lá de trás? Ele matou minha família, o mundo inteiro condenou, Pra testar uma arma que as vidas aniquilou!" Arautator solta o braço, erguendo a barreira, "Não vou deixar você fazer", a ordem é derradeira. Resi enfraquecido, o veneno a destilar, "Radiantes debatendo, enquanto o mundo vai findar!" Olha bem para Kael, e entende o que é preciso, Enquanto o gigante sente o ódio perder o siso. Kareth prevê o desastre, com muito medo a gritar, "Arautator...", mas o braço vai avançar. O ataque foi rápido, num alvo sem lutar, Um golpe tão covarde que nada pôde parar. O som de quebrar no silêncio ecoou, O esprêno de honra sem vida desabou. Kareth chora fraco no abismo que se abriu, A promessa quebrada, e a alma que partiu. Mas as cinzas de ontem clamam por redenção! Uma luta sem glória no abismo do chão! Onde a honra de heróis se desfaz na prisão! Radiantes discutem na escuridão! E o teste de sangue que Lornhaven queimou, Deixa marcas na alma que o tempo não levou! Nenhum ideal cura o que a morte roubou, E o eco de Rathalas com lágrimas ecoou! "Ele não podia lutar!", o esprêno a tremer, Arautator estático, sem conseguir responder. Kareth recua em pânico, o olhar de traição, "Ele matou—", diz o guerreiro, buscando a razão. "Ele não podia lutar!", o grito o ar consumiu, E o esprêno desaparece no vazio que ruiu. A Luz das Tempestades foge do seu peito, Nada disso foi vitória, sob o teto imperfeito. A revolta acabou, os bandidos a fugir, Áxies surge das sombras para o Vale conduzir. "Tantas coisas aconteceram, enquanto o esprêno eu olhei... Pra saberem o que Ylt quis, pro fundo os levarei." Mas as cinzas de ontem clamam por redenção! Uma luta sem glória no abismo do chão! Onde a honra de heróis se desfaz na prisão! Radiantes discutem na escuridão! E o teste de sangue que Lornhaven queimou, Deixa marcas na alma que o tempo não levou! Nenhum ideal cura o que a morte roubou, E o eco de Rathalas com lágrimas ecoou! Fizemos a guerra, mas fomos derrotados! No abismo do Vale, com o laço quebrado! Kareth partiu... O esprêno se foi... O abismo nos espera... Descendo mais abaixo... Onde Ylt buscou...

