(estrofe 1) Não corro atrás do que amadurece, há frutos que pedem estação, a alma apressada empobrece o que só nasce com duração. (estrofe 2) Aprendi a esperar sem inércia, ativo no silêncio interior, o tempo não é negligência, é parceiro do que tem valor. (estrofe 3) Quem força a flor antes da hora colhe perfume sem raiz, eu deixo que o tempo demore para que o riso seja feliz. (refrão) O tempo é meu aliado, não meu inimigo cruel, ele afina o que foi tentado e separa ouro de papel. (estrofe 4) Há dores que só se explicam depois, há respostas que vêm maduras, o agora nem sempre é o herói das histórias mais seguras. (estrofe 5) Não apresso cura nem fé, nem alegria em construção, o que é sólido de pé nasce de lenta gestação. (estrofe 6) A maturidade me ensinou a não violentar o sentir, o tempo, quando respeitado, sabe me conduzir. (refrão) O tempo é meu aliado, educa sem levantar voz, ele cura o que foi quebrado e devolve sentido a nós. (estrofe 7) Quem aceita o ritmo da vida não se desespera com o atraso, descobre que a alma ferida também aprende no passo a passo. (estrofe 8) Minha alegria não é urgente, é profunda, lenta, real, ela cresce pacientemente fora do impulso superficial. (ponte) Lamento os dias em que forcei o coração a responder, quando abandonei a alegria por não saber esperar viver. (refrão) O tempo é meu aliado, guarda promessas no chão, ele sustenta o que foi plantado com paciência e decisão. (refrão final) Hoje eu me amo sem pressa alguma, alegre mesmo ao entristecer, respeito o tempo da minha alma e ainda assim decido viver.