(estrofe 1) Nas mãos de muitos reis brilhou o pergaminho, como estandarte erguido no duro caminho; mas nem toda bandeira que invoca o Senhor espelha, de fato, seu eterno amor. (estrofe 2) Houve tronos vestidos de religião, que buscaram na letra legitimação; como ferro coberto por fina pintura, escondiam a força sob capa de Escritura. (estrofe 3) Palavras sagradas, por vezes, serviram de voz para prender correntes ao redor de nós; mas a verdade jamais se deixou aprisionar, pois nasceu para libertar. (estrofe 4) Quem usa o sagrado para dominar, esquece que Deus veio para libertar; e transforma a ponte em muro de divisão, quando prefere o poder à compaixão. (refrão) Que o Livro nos conduza à luz de Jesus, e nunca ao orgulho que a vida reduz; pois toda palavra que gera opressão perde o perfume da libertação. (estrofe 5) Como sombra que cobre um jardim em flor, o domínio apaga o brilho do amor; mas o sol da verdade rompe o nevoeiro, e devolve esperança ao mundo inteiro. (estrofe 6) Houve tempos de medo e de intolerância, em que falar custava grande constância; mas Deus continuou soprando seu querer, chamando consciências para renascer. (estrofe 7) A voz do profeta nem sempre agradou, porque denunciou quem o povo explorou; e o Mestre mostrou, em seu santo viver, que servir é maior que prevalecer. (refrão) Que o Livro nos conduza à luz de Jesus, e nunca ao orgulho que a vida reduz; pois toda palavra que gera opressão perde o perfume da libertação. (estrofe 8) Como a chave que abre antiga prisão, o amor desfaz cadeias da imposição; a graça convida, jamais quer forçar, pois Deus bate à porta antes de entrar. (estrofe 9) O Reino floresce na fraternidade, não no medo nem na autoridade; quem reparte o pão sem buscar distinção, escreve o Evangelho no próprio coração. (estrofe 10) Cantemos, então, com humilde fervor, que a verdade se prova no fruto do amor; e toda leitura que ao próximo conduz reflete a bondade revelada em Jesus. (refrão) Que o Livro nos conduza à luz de Jesus, e nunca ao orgulho que a vida reduz; pois toda palavra que gera opressão perde o perfume da libertação.