Eles acham que eu não escuto os sussurros e cochichos Eu vejo, eu escuto tudo ao meu redor Até no silêncio minha voz grita mais alto Me chamam de mimada, achando que me incomodam Não me importo com má reputação Eu sei meu valor Pra mim isso é combustível, eu sei que tenho presença Eu arraso, perturbo, irrito, destruo Destrono com meu talento Como labaredas e correntezas Ascendendo na minha própria nação Eu não preciso de coroação Eu faço de você meu súdito Compro tua voz e depois te silencio Sobre você eu reino Brinco de gato e rato Te levo à insanidade Eu sei que sou preciosa como raridade Minha presença é cara Só os sortudos conhecem Minha intensidade não é pra qualquer um No topo dos charts sou número um Um pouco competitiva A adrenalina me faz sentir viva Eu me sinto rica Doce e viciante como licor e droga Não sou religiosa Minha cabeça eu não inclino Muito menos me ajoelho Me chama do que quiser Mimada, imatura, incontrolável Caótica, imprevisível, inocente, ingênua Sou a voz do futuro O feitiço que te condena Eu te prendo, deixo com o rabo entre as pernas Faço de você minha presa Me torno a caçadora Sua pior dor de cabeça Eu sei que incomodo Acho que meu silêncio fala alto demais Mas não baixo meu volume Não me recolho Não me igualo ao chorume Sua sede revela sua farsa Como uma rosa, eu sou espinhosa Perfuro fundo Acho seus pontos mais fracos Te assombro debaixo dos escombros Sou a pedra no teu sapato Se eu ofendo, provo meu ponto O tamanho da juba não se compara ao seu nome Nem aqui, nem em conto de fadas Posso ser um pouco narcisista Um pouco orgulhosa Mas não me calo pra quem banca o mocinho sendo vilão Sou bela e fera Com o dedo no gatilho Sempre preparada, eu atiro Sou uma besta imprevisível Sei que sou irresistível Me odeie ou me ame Eu sei que tenho talento Os holofotes me amam Eu brilho, encanto, fascino Você não é nada comparado ao meu nível De gata borralheira virei feiticeira Te enfeitiço, te condeno Te acorrento, faço de você escravo Não aceito menos do que mereço Você é só mais uma peça no meu tabuleiro Debaixo do meu toque Eu te torno fantoche Achava que eu era um anjo Acho que se enganou Você vai me chamar de Vossa Alteza Eu reino acima de você Controlo tua realeza Com minhas palavras eu faço justiça Pode me achar fria Ache o que quiser Eu vim do fogo E por ele continuo de pé Eu queimo Machuco quem merece Você não vai querer ser meu inimigo Eu aconselharia não cruzar meu caminho Não tenho dó Nem piedade Comigo é pura honestidade Quebro sua máscara Acabo com seu show Te envergonho, te humilho Depois te enveneno Bem-vindo ao inferno Garota de marca Eu não vou me redimir Não fui feita pra me encaixar Eu não me igualo Eu me sobressaio Eu não me humilho Não mais... (aaaah...) Não mais... (aaais...) Não mais...!(aaaah...)


