(estrofe 1) A cruz foi usada como espada, em pactos frios com a opressão. A fé, por ouro foi trocada, vendeu-se o Cristo pela nação. (estrofe 2) No Chile, Argentina, Brasil, nas sombras, altares se ergueram. Enquanto o povo morria febril, os púlpitos em silêncio se esconderam. (estrofe 3) Na África, rezavam por reis cruéis, na Europa, saudavam ditadores. E as palavras doces dos fiéis serviam para calar os clamores. (refrão) A cruz de Jesus não é trono de aço, não há Cristo em tortura ou prisão. Quando a Igreja serve o embaraço, perde o Espírito e sua missão. (estrofe 4) Nas ditaduras, o véu se rasgou em pactos com generais sem amor. A fé virou pedra que se jogou contra o pobre e seu clamor. (estrofe 5) Mas Jesus nunca pediu poder, nem se aliou com o violento. Seu reino é servir e acolher, ser paz, justiça e alento. (refrão) A cruz de Jesus não é trono de aço, não há Cristo em tortura ou prisão. Quando a Igreja serve o embaraço, perde o Espírito e sua missão. (estrofe 6) Contar o cristianismo é confessar que erramos por medo ou vaidade. Mas só se cura ao transformar o poder em misericórdia e verdade. (estrofe 7) Pois o verdadeiro altar do Senhor não se constrói com repressão. Mas com perdão, coragem e amor que liberta em toda geração. (refrão) A cruz de Jesus não é trono de aço, não há Cristo em tortura ou prisão. Quando a Igreja serve o embaraço, perde o Espírito e sua missão.