Estrofe 1 Pregavam o Cristo com alma e ternura, Mas vieram espadas com falsa doçura. Chamaram heresia o direito de crer, E fogo e aço foram seu modo de ver. Estrofe 2 No sul da França, cantavam os Cátaros, Em fé e bondade, simples, não bárbaros. Mas Roma os julgou sem compaixão, Ordenou o extermínio, chamando de "missão". Estrofe 3 Crianças e velhos tombaram em flor, Diziam “Mate a todos, Deus saberá o amor!” A cruz se manchou com sangue inocente, E o nome de Cristo virou o de um crente ausente. Refrão Cristo pregou o perdão no madeiro, Mas fizeram da fé um império guerreiro. A luz foi usada pra acender a fogueira, E a espada falou no lugar da bandeira. Estrofe 4 A fé que consola virou tribunal, A Igreja ordenava o mal pelo “bem final”. Os Cátaros sumiram da história da gente, Mas seu canto resiste no vento silente. Estrofe 5 Não se apaga a verdade com aço ou prisão, Pois Cristo renasce no coração. A lição ressoa em qualquer geração: Religião sem amor é só opressão. Refrão Cristo pregou o perdão no madeiro, Mas fizeram da fé um império guerreiro. A luz foi usada pra acender a fogueira, E a espada falou no lugar da bandeira.