
(ESTROFE 1) Sendo luz do mundo no meio do caminho estreito, Esqueço fácil que também já tropecei, A pressa em julgar nasce no peito Quando nego o pó do chão de onde vim e sei. (ESTROFE 2) Ser impaciente com fraquezas alheias É querer sol sem aceitar o amanhecer, Exijo frutos de árvores alheias Que eu mesmo demorei anos a oferecer. (ESTROFE 3) Sendo luz do mundo, mas com lâmpada trêmula, Esqueço que a chama também precisa de ar, A intolerância cresce quando a alma se enrija E desaprende a esperar, cuidar e escutar. (REFRÃO) SENDO LUZ DO MUNDO É APRENDER A PERDOAR, NÃO FAZER DA PRESSA UM TRONO DE RAZÃO, QUEM ESQUECE QUE ERRA PASSA A CAMINHAR NA ESCURIDÃO FRIA DA PRÓPRIA SOLIDÃO. (ESTROFE 4) Ser impaciente é querer espelhos limpos Sem admitir rachaduras em si, É fechar portas, erguer labirintos E chamar de zelo o medo de coexistir. (ESTROFE 5) Sendo luz do mundo, escolho outro ritmo, Mais lento que o ódio, mais fundo que o juízo, A paciência é um santo mecanismo Que ilumina sem ferir, aquece sem aviso. (REFRÃO) SENDO LUZ DO MUNDO É APRENDER A PERDOAR, NÃO FAZER DA PRESSA UM TRONO DE RAZÃO, QUEM ESQUECE QUE ERRA PASSA A CAMINHAR NA ESCURIDÃO FRIA DA PRÓPRIA SOLIDÃO. (ESTROFE 6) A impaciência constrói desertos internos, Onde ninguém consegue permanecer, Esquecer que todos erram nos torna severos E incapazes de juntos florescer. (ESTROFE 7) Sendo luz do mundo, aceito o processo, O tempo lento do outro e de mim, Quem aprende a esperar no excesso Descobre que a comunhão é o verdadeiro fim. (REFRÃO) SENDO LUZ DO MUNDO É APRENDER A PERDOAR, NÃO FAZER DA PRESSA UM TRONO DE RAZÃO, QUEM ESQUECE QUE ERRA PASSA A CAMINHAR NA ESCURIDÃO FRIA DA PRÓPRIA SOLIDÃO.

