
(estrofe 1) Meus braços cansados sentiam o mar, depois de tantas jornadas sem cessar, mas dentro do peito permanecia acesa, a chama discreta da firmeza. (estrofe 2) As ondas insistiam em me desafiar, e o vento frio tentava me dobrar, porém aprendi em cada provação, que a fraqueza também traz lição. (estrofe 3) Vi nuvens pesadas cobrindo o céu, como lembranças escondidas sob véu, mas nenhuma sombra conseguiu apagar, o desejo profundo de continuar. (estrofe 4) As gaivotas repousavam sobre o rochedo, sem confundir descanso com medo, e nelas encontrei uma inspiração, para respeitar os limites do coração. (refrão) Braços cansados, mas sem desistir, reconheço minhas forças a diminuir, mesmo limitado, continuo a lutar, pois ainda há esperança para alcançar. (estrofe 5) A chuva desceu sobre a embarcação, lavando antigas marcas da aflição, e descobri que até o pranto contido, pode fortalecer o espírito ferido. (estrofe 6) Observei o farol brilhando distante, como amigo fiel do navegante, lembrando-me que ninguém precisa vencer, sem aprender a também receber. (estrofe 7) As estrelas surgiram sobre a amplidão, bordando paciência na escuridão, e compreendi naquele céu profundo, que o descanso faz parte do mundo. (refrão) Braços cansados, mas sem desistir, reconheço minhas forças a diminuir, mesmo limitado, continuo a lutar, pois ainda há esperança para alcançar. (estrofe 8) Vi um velho pescador junto ao cais, sorrindo apesar dos anos demais, e percebi em sua tranquila expressão, a beleza da perseverança em ação. (estrofe 9) A maré baixou sem causar temor, pois até a pausa possui seu valor, e quem aprende a respeitar seu viver, descobre novas formas de crescer. (estrofe 10) Agora sigo sem exigir perfeição, aceitando com humildade minha condição, pois há força escondida no reconhecer, que também é humano enfraquecer. (ponte) Lamento os dias em que quis aparentar, uma força que eu não podia sustentar, quando desprezei o repouso necessário, e transformei em peso meu próprio calvário. (refrão) Braços cansados, mas sem desistir, reconheço minhas forças a diminuir, mesmo limitado, continuo a lutar, pois ainda há esperança para alcançar. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho sorrir, mesmo quando tristezas insistem em vir, abraço a vida com serenidade e calor, e cultivo alegria, esperança e amor.

