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DEUS E A ESCRAVIDÃO DOS POVOS

V6-MINI

(estrofe 1) A terra foi tomada, e o povo permaneceu, Mas já não era livre para decidir; O vencedor sobre os vencidos se impôs, E o trabalho forçado passou a existir. (estrofe 2) Juízes registra, sem esconder a opressão, Que Israel não expulsou quem ali vivia; Fez dos povos submetidos sua servidão, E a liberdade perdeu sua moradia. (estrofe 3) Quem ontem conhecera a própria aflição Agora reproduzia a antiga desigualdade; O oprimido, ao alcançar posição, Podia esquecer a dor da humanidade. (estrofe 4) A vitória não concede propriedade Sobre a vida, a consciência e o suor; Nenhum povo perde sua dignidade Porque outro se proclama vencedor. (refrão) DEUS E A ESCRAVIDÃO DOS POVOS — eis a questão: Não chamo de amor a humana exploração! Jesus rejeita o domínio opressor: Quem serve por amor não escraviza o trabalhador! (estrofe 5) O braço que trabalha não é ferramenta, Nem corpo destinado à vontade de alguém; Cada pessoa tem voz e tem presença, E não nasceu para servir sem direito a ninguém. (estrofe 6) O poder costuma vestir-se de razão, Fazendo da conquista um direito absoluto; Mas a força não transforma em retidão O abuso que se esconde atrás do tributo. (estrofe 7) Há diferença entre ajudar e dominar, Entre oferecer serviço e impor obrigação; Quem serve por amor pode se entregar, Quem é escravizado não escolhe sua condição. (refrão) DEUS E A ESCRAVIDÃO DOS POVOS — eis a questão: Não chamo de amor a humana exploração! Jesus rejeita o domínio opressor: Quem serve por amor não escraviza o trabalhador! (estrofe 8) Jesus viu os poderosos governarem Com autoridade que oprime e faz sofrer; E disse aos seus que não deveriam imitarem Aqueles que fazem do domínio seu poder. (estrofe 9) O maior não é quem manda ou submete, Nem quem transforma o próximo em propriedade; É quem serve, acolhe e não se omite, Reconhecendo em cada ser a mesma dignidade. (estrofe 10) Marcos registra uma inversão profunda: O primeiro se faz servo de todos, afinal; A grandeza que Jesus anuncia e fecunda Não nasce da opressão, mas do amor fraternal. (ponte) Quanto falhei ao confundir autoridade Com a voz do Deus que Jesus revelou! Defendi como eterna uma desigualdade, Sem ver que o Cristo aos pequenos se inclinou. (refrão) DEUS E A ESCRAVIDÃO DOS POVOS — eis a questão: Não chamo de amor a humana exploração! Jesus rejeita o domínio opressor: Quem serve por amor não escraviza o trabalhador! (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de Amor, Que jamais faria da opressão sua vontade; Em ti, ninguém é posse de um senhor: Teu Reino floresce em serviço e liberdade.