
(Estrofe 1) Parar não é falhar no movimento, é ouvir o corpo pedir alento; no ritmo lento do respirar aprendo, enfim, a me respeitar. (Estrofe 2) Descansar é negar a tirania da pressa vestida de valentia; é dizer ao mundo, sem receio, que não sou máquina, sou meio. (Estrofe 3) No descanso, retiro o peso do nome, não sou o que produzo ou consome; sou presença inteira, sem disfarce, sou vida que em silêncio se refaz. (Refrão) Eu me amo quando descanso, sim, não corro do agora nem de mim; sou valioso além da produção, meu descanso também é oração. (Estrofe 4) Há pausas que curam mais que ação, há silêncio que é revelação; quando paro, o caos se organiza, a alma repousa e se humaniza. (Estrofe 5) Descansar é confiar no tempo, é soltar o controle e o intento; quem ama a si não se abandona à exaustão que tudo aprisiona. (Estrofe 6) Aprendi que o excesso me trai, promete vida, mas só extrai; no descanso reencontro o centro e volto a ser inteiro por dentro. (Refrão) Eu me amo quando descanso, sim, não corro do agora nem de mim; sou valioso além da produção, meu descanso também é oração. (Estrofe 7) Descanso não é fuga do real, é retorno ao essencial; é cuidar do que sustenta o ser antes que o cansaço venha a vencer. (Estrofe 8) Hoje honro o limite que me habita, não forço a alma quando ela grita; amar-me é saber quando parar para melhor continuar. (Ponte) Quantas vezes deixei de me amar tentando provar, competir, alcançar; amei metas, aplausos, posições, e negligenciei minhas próprias condições. (Refrão) Eu me amo quando descanso, sim, não corro do agora nem de mim; sou valioso além da produção, meu descanso também é oração. (Refrão Final) Agora eu me amo em toda estação, na força, no cansaço, na pausa e na ação; seja no descanso ou na reconstrução, eu me amo em qualquer condição.

