[Verso 1] Dizes o que pensas Mesmo quando o mundo cansa Brincas com a desgraça Como quem dança na ameaça Conta-se a piada Mas a verdade vem por baixo Riem-se da gargalhada Mas tu ris-te do despacho [Pré-Refrão] És vilão? És espelho? Quem aguenta o teu conselho? Entre o riso e o juízo Cada frase é um aviso [Refrão] Quando a cabeça não tem juízo O mundo é que paga o prejuízo (oh oh) Mas quem dá voz ao que é proibido Faz do incómodo o seu abrigo Quando a cabeça não tem juízo Fica o silêncio ou o conflito Se calo o riso Perco o grito Se solto o verbo Ganho o mito [Verso 2] Jogas com a vergonha Como um miúdo à pedrada Mostras a roupa suja Numa sala iluminada Se é pecado ou terapia Cada um que decida Mas é pior a hipocrisia Ou quem a põe em ferida? [Pré-Refrão] És remédio? És veneno? Pões o riso no terreno Entre o erro e o juízo Quem aponta o teu deslizo? [Refrão] Quando a cabeça não tem juízo O mundo é que paga o prejuízo (hey!) Mas quem dá voz ao que é proibido Faz do incómodo o seu abrigo Quando a cabeça não tem juízo Fica o silêncio ou o conflito Se calo o riso Perco o grito Se solto o verbo Ganho o mito [Ponte] Talvez um dia te cansem Talvez te chamem castigo Mas quem prefere ficar limpo Muitas vezes finge que é cego e é cúmplice contigo Entre respeito e censura Quem segura a tua mão? Tu levas tudo à loucura Só para expor a contradição [Refrão] Quando a cabeça não tem juízo O mundo é que paga o prejuízo Mas se ninguém solta o proibido Quem é que acorda este abrigo? Quando a cabeça não tem juízo Entre o aplauso e o juízo (oh oh) Talvez o erro mais maldito Seja calar quem diz o conflito