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19 Livre!

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Livre! Últimos Sonetos, de Cruz e Souza, 1905 "post mortem" ******* Livre! Ser livre da matéria escrava, Arrancar os grilhões que nos flagelam E livre, penetrar nos Dons que selam A alma e lhe emprestam toda a etérea lava. Livre da humana, da terrestre bava Dos corações daninhos que regelam, Quando os nossos sentidos se rebelam Contra a Infâmia bifronte que deprava. Livre! bem livre para andar mais puro, Mais junto à Natureza e mais seguro Do seu Amor, de todas as justiças. Livre! para sentir a Natureza, Para gozar, na universal Grandeza, Fecundas e arcangélicas preguiças.