
Na floresta, um lar modesto Um lenhador e seu bebê E uma raposa, um amigo honesto Que ele criou desde o nascer O pai saía pra cortar lenha E a raposa ficava a guardar Mas o vizinho com sua resenha Vivia sempre a lhe alertar: "Cuidado, amigo, é um bicho selvagem! Um dia o instinto vai falar E ela vai morder sua linhagem!" O medo começou a brotar... Oh, o pânico que vem nos cegar Julgando o livro só pelo que vê Faz a confiança se quebrar Por algo que não se pode prever Não deixe o medo decidir! As aparências podem mentir Um pulo cego pode ferir E o erro não pode mais sumir! Um dia, ao voltar exausto Viu sua amiga a esperar O focinho em sangue, um susto! O lenhador parou de respirar Cego de ódio e pavor Lembrou do medo e do vizinho Ergueu o machado com dor Matou quem lhe dava carinho Correu pra dentro, em desespero O berço quieto, o bebê a sonhar Ao lado, morta em seu terreiro Uma cobra... que a raposa foi matar Oh, o pânico que vem nos cegar Julgando o livro só pelo que vê Faz a confiança se quebrar Por algo que não se pode prever Não deixe o medo decidir! As aparências podem mentir Um pulo cego pode ferir E o erro não pode mais sumir! Não deixe o medo decidir! As aparências podem mentir Um pulo cego pode ferir E o erro não pode mais sumir! Tarde demais pra perceber Que a lealdade ali jazia Sua amiga fiel... Morreu por quem ele temia...

