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Lustres da Alma – (Chandelier - Sia)

[Verso I – Soprano dramático suave] Vento frio, noite cai, o silêncio me revela, Sombras dançam no salão, minha alma se desmantela. Sinto o peso dessa dor, tentando não sucumbir, Mas a luz do meu passado insiste em reluzir. “Party girls don’t get hurt… I’m the one 'for a good time' call… Keep my glass full until morning light…” [Pré-Refrão – crescendo orquestral] E quando o véu da noite encobre quem eu fui, Minhas mãos tremem buscando um lugar pra existir. Se eu cair, que ao menos ecoe o meu cantar, Nos salões eternos em que a dor vem me abraçar. “Sun is up, I’m a mess…” [REFRÃO – explosão lírica, notas longas e vibrato] Vou me lançar pelo lustre da escuridão, (Let me swing from the chandelier, from the chandelier!) Que meu grito rompa estrelas e o céu em minha mão, (I’m gonna live like tomorrow doesn’t exist…) E eu vou cantar até o ar faltar, Até meu corpo enfim desabar… I'm holding on for dear life, won’t look down, won’t open my eyes… [Verso II – melancolia operística] Há um espelho à minha frente que recusa a me encarar, Vejo apenas fragmentos do que um dia quis amar. Na penumbra, o chão se abre como um palco proibido, Minha voz se ergue buscando um destino esquecido. “Here comes the shame, here comes the shame…” [Pré-Refrão – coro ao fundo] E quanto mais eu escondo a dor que me devora, Mais o eco dessa angústia grita lá fora. Se é queda o meu destino, que seja em canção, Pois só a música sustenta meu coração. [REFRÃO – versão final, ainda mais forte] Deixai-me voar pelo lustre da imensidão, (Swing from the chandelier!) Que a luz invada as ruínas da minha solidão. (Tomorrow doesn’t exist…) E eu vou cantar mesmo ao precipício, Mesmo que o fim seja meu sacrifício… I'm holding on for dear life… [Final – coda operística] E quando a última nota enfim morrer, Que o silêncio me permita renascer. Pois no som do lustre que um dia brilhou, Resta a força da alma que nunca abandonou…