(Estrofe 1) Nos textos antigos da nação reunida, a culpa era vista como teia da vida, e o erro de poucos, no peso da mão, recaía inteiro sobre a multidão. (Estrofe 2) Levítico anuncia, em tom severo, que o povo sofreria o juízo austero, como se a história, em sua extensão, fosse um corpo só na punição. (Estrofe 3) Seca na terra, derrota na guerra, medo espalhado por toda a serra, castigos vindos como correção sobre o conjunto da população. (Estrofe 4) A lógica era de um pacto coletivo, onde o destino se tornava cativo, e o mal de um ponto, sem distinção, atingia todos na mesma aflição. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da punição geral, que mistura inocente e culpado no mesmo mal, em Jesus revelas outra direção: cada vida é vista com distinção. (Estrofe 5) Mas Cristo surge com novo olhar, não dilui o humano num todo sem par, mas encontra cada coração em sua dor e em sua condição. (Estrofe 6) O cego não sofre por culpa herdada, nem a dor vem como sentença passada, pois Ele declara com firme razão: cada história tem sua própria visão. (Estrofe 7) Na multidão, Ele vê o indivíduo, não como número, mas como vivido, e chama pelo nome, na singularidade, cada ser em sua realidade. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da punição geral, que mistura inocente e culpado no mesmo mal, em Jesus revelas outra direção: cada vida é vista com distinção. (Estrofe 8) Percebo agora, em minha jornada, quantas vezes preguei a culpa espalhada, como se o céu ferisse sem olhar quem realmente veio a errar. (Estrofe 9) Mas Cristo ensina, com gesto profundo, que Deus não se perde no peso do mundo, nem julga a todos com mesma mão, mas conhece o íntimo do coração. (Estrofe 10) Assim o juízo deixa de ser uma sombra pronta a se estender, e torna-se encontro, luz e verdade na pessoal responsabilidade. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter confundido teu olhar vivo com medo coletivo imposto, por dizer que o céu feria a multidão sem ver que Tu sondas cada coração. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da punição geral, que mistura inocente e culpado no mesmo mal, em Jesus revelas outra direção: cada vida é vista com distinção. (Refrão Final) Agora descanso em Jesus, Deus de amor, que conhece meu nome e minha dor, sei que jamais agirás sem compaixão, pois Teu olhar é pessoal e pleno de perdão.