Song Cover Image

Trick or Treat - A alma penada

+ Show full styles
V6

TRICK OR TREAT — A ALMA PENADA [Intro — voz falada, som de vento e risadas distantes] Trick or treat... Uma tradição antiga... Batem na porta... E alguém sempre espera por um doce. Mas hoje eu fui buscar O que ninguém queria encontrar... [Verso 1] Uma tradição antiga, Um presente mais doce, Fui buscar lá no fundo O que escondido se tornou. Mergulhei no fundo do ser, Com meu general alado, Senhor de todos os portais, Entre o pecado e o sagrado. Manifestando imperfeições, Sem disfarce, sem defesa, Fui procurar naquela noite A mais sofrida das almas presas. [Pré-refrão] E o que havia naquele lugar, Que ninguém queria enxergar? Uma dor tão grande, tão profunda, Que até o silêncio quis gritar! [Refrão — explosivo] Trick or treat! Quem vai pagar? Tem tanta dor pra disfarçar! Surra é apelido, eu tô falando E as palavras tô moderando! Trick or treat! Pode abrir! Tem uma criança esperando ali! Sou imperfeito, eu não sou santo, Mas escondo um sorriso atrás do pranto! [Verso 2] Casei, tive filhos, Aprendi a respeitar, As tradições que vêm de longe, As histórias de um lugar. O aniversário é sagrado, Cada vida tem seu valor, Mas até Deus teve seus dias De desconforto e de dor. E quem sou eu pra condenar Quem também precisa de abrigo? Às vezes, o monstro que eu enfrento É o que carrego comigo. [Pré-refrão 2 — crescente] E se eu pudesse atravessar Todos os portais da minha história, Será que eu iria encontrar Minha derrota ou minha vitória? [Refrão — mais intenso] Trick or treat! Quem vai pagar? Tem tanta dor pra disfarçar! Surra é apelido, eu tô falando E as palavras tô moderando! Trick or treat! Pode abrir! Tem uma criança esperando ali! Sou imperfeito, eu não sou santo, Mas escondo um sorriso atrás do pranto! [Ponte — voz baixa, quase uma confissão] Não vim pedir perdão... Nem fingir que sou perfeito. Fui buscar uma alma penada Nos corredores do meu peito. E quando a noite terminar, Quando o último portal fechar, Quem sabe o doce mais difícil Seja aprender a perdoar. [Clímax — guitarras e bateria] O dia é sagrado! A vida também! Quem nunca sentiu desconforto Que atire a primeira bala de mel! Eu visto a fantasia, Mas não escondo quem eu sou. Entre o medo e a alegria, Foi minha própria alma que chamou! [Final — voz falada, risada irônica e som de porta] Casei... Tive filhos... Respeito as tradições... Tem criança na porta! Então, vamos lá... Trick or treat! [Último sussurro] O doce é pra criança... A conta é comigo.