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Nos Trilhos da Cidade

[Verso 1] Pegamos o trem do tempo sem aviso, Trilhos de aço, cidade em improviso. No vagão da vida, olhos no vidro, São Paulo passando como um sonho vivido. [Pré-refrão] Nicolas pergunta: “Tamo flutuando?” Vinicius sorri, o mundo girando. Primeira viagem, olhar de criança, Cada estação acende uma esperança. [Refrão] Nunca andei nesse mundo suspenso, O metrô é poema em concreto intenso. Janela que voa sem ter asa, Com alma de trilho e corpo de brasa. [Verso 2] Cadeiras vazias, silêncio elétrico, Pessoas partindo num passo frenético. Cidade respira por baixo do chão, Mas hoje ela voa na palma da mão. [Pré-refrão 2] O céu nos persegue entre os arranha-céus, E a cidade sussurra segredos aos réus. Vinicius aponta pra vida lá fora, E diz que São Paulo tem alma sonora. [Refrão] Nunca andei nesse mundo suspenso, O metrô é poema em concreto intenso. Janela que voa sem ter asa, Com alma de trilho e corpo de brasa. [Ponte] De Curitiba a Sampa num salto de som, Entre o agora e o sonho que sempre vem bom. Essa cidade que nunca dorme inteira, Hoje abriu seus trilhos pra nossa bandeira. [Refrão Final – mais suave ou com coral leve] Nunca andei nesse mundo suspenso, Mas agora eu sei o que é viver imenso. Janela que voa sem ter asa, Com alma de trilho… e coração de brasa.