
(Estrofe 1) Nos campos da antiga legislação, a ordem buscava separação, sementes distintas não deviam brotar no mesmo solo a se entrelaçar. (Estrofe 2) Tecidos mistos eram evitados, como sinais de limites traçados, pois a pureza, segundo a visão, vivia na rígida divisão. (Estrofe 3) Era o mundo visto em linhas firmadas, fronteiras claras, cercas levantadas, onde o sagrado, para se manter, precisava o diferente conter. (Estrofe 4) Assim o campo da vida humana seguia a lógica mais veterana: guardar separado, sem confusão, tudo que fugisse da mesma feição. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da separação, que teme o encontro da diversidade na criação, em Jesus revelas outra visão: no Reino crescem juntos trigo e joio no chão. (Estrofe 5) Mas Cristo conta, em suave história, uma parábola cheia de memória, onde o campo da humanidade acolhe juntos luz e vaidade. (Estrofe 6) O servo deseja logo arrancar o joio que insiste em se misturar, mas o dono responde em compaixão: “deixai crescer ambos no mesmo chão.” (Estrofe 7) Assim o Reino não teme mistura, pois sabe que o tempo depura, e a colheita final, em seu clarão, discernirá cada germinação. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da separação, que teme o encontro da diversidade na criação, em Jesus revelas outra visão: no Reino crescem juntos trigo e joio no chão. (Estrofe 8) Vejo agora meu antigo ensino erguendo muros em nome divino, como se a fé devesse nascer do medo de conviver. (Estrofe 9) Mas Cristo aponta para outro horizonte, onde a graça constrói nova ponte, e o campo do mundo, em sua amplidão, abriga diferenças na mesma estação. (Estrofe 10) Não é a mistura que destrói a verdade, mas o orgulho que nega a fraternidade, pois o Reino floresce em comunhão onde vidas partilham o mesmo chão. (Ponte) Perdoa-me, Senhor, por ter defendido um céu fechado e endurecido, quando tua parábola veio mostrar que o amor sabe esperar. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová da separação, que teme o encontro da diversidade na criação, em Jesus revelas outra visão: no Reino crescem juntos trigo e joio no chão. (Refrão Final) Agora descanso em Jesus, Deus-Amor, que acolhe o mundo em paciente labor, sei que jamais negarás comunhão, pois teu Reino floresce na reconciliação.

