
(estrofe 1) No Getsêmani Jesus chorou, Com angústia Sua alma clamou. Pediu ao Pai que afastasse o cálice, Mas aceitou o caminho do sacrifício. ... (estrofe 2) O céu silenciou, não houve recuo, A cruz foi aceita, pesado fardo e jugo. No “não” que recebeu em agonia, Nos deu vitória, perdão e alegria. ... (estrofe 3) Quando Deus cala diante do que peço, Lembro de Cristo no Seu processo. A negativa me faz compreender, Que mais com Jesus eu posso viver. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (estrofe 4) O cálice que não escolhi beber, Pode ser o meio de em Cristo crescer. Pois quando aceito a Sua vontade, Provo da graça em profundidade. ... (estrofe 5) Meu coração aprende rendição, Ao seguir o Mestre em submissão. E cada “não” que o Pai me dá, Me faz mais próximo do Filho ficar. ... (estrofe 6) Não estou só na espera ou dor, Jesus passou pelo mesmo clamor. E se Ele venceu na obediência, Eu também posso viver essa essência. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (estrofe 7) Na cruz, o silêncio se tornou canção, Da morte brotou a ressurreição. E hoje entendo que em cada recusa, Há vida abundante que nunca se frustra. ... (estrofe 8) Aceitar o “não” é seguir Jesus, Que transformou vergonha em luz. E quando sou negado em minha oração, Sou unido a Ele em redenção. ... (ponte) Obrigado, Senhor, por me conduzir, Mesmo negando o que eu quis pedir. Teu “não” é prova do grande amor, Que me une a Cristo, meu Salvador. ... (refrão) Deus não faz tudo o que eu peço, Mas atende o que é oração. Me dá o que traz verdadeiro alento, Mais que o fruto da ilusão. ... (refrão final) E assim também age com cada irmão, Pois Seu amor cobre toda nação. Não concede o que traria ruína, Mas dá vida eterna que sempre ilumina.

