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Assassinos do Amor

V3.5

Amar é não deixar que te jugue, As suas lagrimas, deixa que eu as enxugue. Agora só tenho você, o medo é inútil diante da morte Ter medo da morte, é só questão de tempo e de sorte O bom é saber o que dizer sem julgar, Somos assassinos do amor, mas vamos superar. Sabemos que existe um sentimento de culpa, Você quase me matou e não me pediu desculpa. Tentou me matar sem ter um álibi, Sem disfarce e com medo, foi aí que percebi. Sem desculpa, se achou tão esperta, Nunca imaginou a minha mente aberta. Essa ferida não fecha, não tem cura Ficou a cicatriz da marca da loucura O veneno da cobra está na boca. Palavras são armas, cala a boca. Depois daquele dia, nada mais importa, Não consegui partir e nada me conforta. É como jogar com um dado viciado, que só cai de um lado Como contar com a sorte? E o seu plano já estava articulado. No jogo do amor a minha sorte virou, Perdi a honra e tudo desmoronou. A data de validade do meu amor expirou, Tentei partir, mas fiquei e você me jurou. Tentei não ter ressentimento do que aconteceu, Mas como um eclipse lunar tudo escureceu. Dias se passaram e não consegui superar, A dor de amor, não há remédio para curar. Essa ferida não fecha, não tem cura Ficou a cicatriz da marca da loucura Essa ferida não fecha não tem cura É a cicatriz da minha amargura. Como veneno o pus brota, Infecciona e incomoda. As lembranças têm cheiro e cor, E as suas palavras são de rancor. Como ferro em brasa a memória é um consolo, A esperança diante do ouro, é só mais um tolo. Somos assassinos do amor e já estava morto quando você saiu. O meu amor você matou e abortou, no dia em que me traiu. Essa ferida não fecha, não tem cura Ficou a cicatriz da marca da loucura Essa ferida não fecha não tem cura É a cicatriz da minha amargura. Dib.