(estrofe) Espero com os pés no chão da estrada, sem castelos feitos só de ar, meu sonho aprende a ser jornada, não promessa fácil de enganar. (estrofe) Confio sem vendar os meus olhos, leio os sinais do que é real, sei que a vida cobra seus pedágios, e ainda assim não me faz banal. (estrofe) A alegria nasce quando aceito que nem tudo vai florescer, mas sigo inteiro, imperfeito, sem desistir de viver. (refrão) Espero sem fantasia, confio com lucidez, minha alegria não mente pra mim, olho o mundo como ele é de vez, e ainda escolho sorrir assim. (estrofe) Não chamo de fé a ilusão dourada, que promete atalhos sem cruz, prefiro a esperança disciplinada, que anda no escuro, mas leva luz. (estrofe) A espera madura não paralisa, ela trabalha enquanto crê, não se embriaga com promessa improvisa, mas sustenta o que pode ser. (estrofe) Ser alegre não é negar o peso, nem sorrir fingindo não doer, é caminhar consciente do preço, e mesmo assim permanecer. (refrão) Espero sem fantasia, confio com lucidez, minha alegria não mente pra mim, olho o mundo como ele é de vez, e ainda escolho sorrir assim. (estrofe) Quando o futuro não cumpre o roteiro, não faço da dor meu senhor, ajusto o passo, refaço o canteiro, e sigo fiel ao amor. (estrofe) A esperança realista é humilde, não grita vitória antes da hora, ela resiste, aprende e persiste, sem precisar de plateia ou glória. (ponte) Quantas vezes larguei a alegria, por esperar milagres irreais, culpei a vida, perdi a poesia, e fechei meu riso em dias banais. (refrão) Espero sem fantasia, confio com lucidez, minha alegria não mente pra mim, olho o mundo como ele é de vez, e ainda escolho sorrir assim. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho a alegria, mesmo sabendo que a tristeza vem, não nego a dor, faço dela travessia, e vivo inteiro, fiel a mim também.