
(estrofe 1) Por muitos dias contemplei só o mar, sem saber onde a jornada iria chegar, mas uma linha surgiu na imensidão azul, como promessa nascida no distante sul. (estrofe 2) Meus braços cansados ainda insistiam, enquanto os ventos de longe sorriam, e uma esperança discreta e verdadeira, despontava além da espuma passageira. (estrofe 3) As aves mudaram o rumo do voar, como quem anuncia a proximidade do lar, e percebi, no silêncio daquela visão, os primeiros sinais da realização. (estrofe 4) A névoa cedeu diante do amanhecer, deixando a paisagem enfim aparecer, e meu coração, depois de tanta aflição, vestiu-se de serena gratidão. (refrão) Terra no olhar, sinal de conquistar, depois da travessia sem desanimar, surge a esperança na linha do mar, anunciando que valeu a pena continuar. (estrofe 5) Vi montanhas surgindo no horizonte distante, como coroas erguidas diante do navegante, e cada contorno desenhado na amplidão, fortalecia ainda mais minha emoção. (estrofe 6) As ondas já não pareciam tão severas, nem as noites tão frias e austeras, pois quem avista o fruto da persistência, encontra novo vigor na existência. (estrofe 7) O perfume da terra chegou pelo vento, trazendo ao peito renovado alento, e descobri naquele doce respirar, que a esperança também sabe anunciar. (refrão) Terra no olhar, sinal de conquistar, depois da travessia sem desanimar, surge a esperança na linha do mar, anunciando que valeu a pena continuar. (estrofe 8) As águas refletiam o brilho do sol poente, como medalhas entregues silenciosamente, e cada cicatriz da longa navegação, transformava-se em testemunho de superação. (estrofe 9) Ouvi o canto das gaivotas sobre o cais, celebrando o retorno dos ideais, e compreendi, diante daquela melodia, que toda perseverança encontra seu dia. (estrofe 10) Agora contemplo a costa com emoção, agradecendo cada passo da travessia e da lição, pois a chegada não apaga a caminhada, mas lhe concede beleza renovada. (ponte) Lamento os dias em que deixei de crer, quando pensei que jamais iria vencer, quando o desânimo roubou minha visão, e escondi de mim mesmo a esperança do coração. (refrão) Terra no olhar, sinal de conquistar, depois da travessia sem desanimar, surge a esperança na linha do mar, anunciando que valeu a pena continuar. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho sorrir, mesmo quando algumas tristezas insistem em vir, abraço a alegria com sincera gratidão, e faço da esperança minha canção.

