
Dores Dores ao amanhecer Dores que me tiram o sono Fruto de anos de trabalho De um corpo moldado pelo tempo Tenho que resistir Tenho que insistir Fazer valer as horas Que ainda existem em mim Eu me levanto Mesmo quando dói Transformo as dores em café E o silêncio em poesia Dores... Que a vida deixou pelo caminho Marcas profundas na pele E lembranças dentro de mim Dores... Que me ensinaram a seguir Pois liberdade não se compra Liberdade se conquista ao existir E se o tempo levou forças Também deixou sabedoria Cada cicatriz no corpo Carrega uma história vivida Eu me levanto Mais uma vez Faço do cansaço coragem E da tristeza, lucidez Dores... Um dia serão saudades O que hoje pesa no corpo Amanhã será lembrança Dores que o futuro transforma Em saúde e saudades Em histórias para contar E vontade de continuar Eu me levanto... Transformo as dores em café Transformo o silêncio em poesia E sigo buscando liberdade.

