[Verse 1] No bar da esquina, pedi só um café mas, se curvou diante mim uma mulher Do nada na calçada parou uma carruagem E entrou um cara estranho e disse: [deep voice] "...Magestade!" [Pre-Chorus] Um povo gritando “viva o imperador!” Achei que era pegadinha, mas senti até calor Tinha a estátua do Dom Pedro e uma pra mim E o que tá acontecendo? Ninguém falou pra mim. [Chorus] (Magestade do povo, rei do sertão Coronel de terno, mandando no povão Com um decreto só, eu mudei a nação Mas será que acordei ou isso é ilusão?) [Verse 2] Derrubei os impostos, dei férias geral Fechei o congresso e abri o quintal Pra quem quisesse plantar liberdade E as escolas agora ensinam verdade [Pre-Chorus] Na TV só passava a minha versão Conselho imperial com Wi-Fi e pão No estádio o hino com guitarra e tambor Mas no fundo do peito ainda sentia dor [Chorus] (Magestade do povo, rei do sertão Coronel de terno, mandando no povão Com um decreto só, eu mudei a nação Mas será que acordei ou isso é ilusão?) [Bridge – hallucination type] E se for verdade? E se todo mundo só quiser um dono? Será que ser rei é bom? Ou só um trono solitário de sono? [Breakdown – soaring instrumental with choir] "Viva o imperador! Viva o imperador!" [Verse 3 - Echoing like a dark popular mantra] Acordei com a xícara ainda na mão O café morno e a TV no plantão Dizendo que o povo invadiu o palácio Pedindo coroa, cetro... e democracia no espaço [Chorus Final – denser, slower at the beginning, explodes at the end] (Magestade do povo, rei da ilusão Só no meu sonho teve solução E se quiser mudar, vai ter que acordar Porque o trono é pesado pra quem só quer sonhar) [Outro – muffled voice, like an echo] “Magestade... magestade...”