
(estrofe 1) Não negocio minha paz com o ruído, nem a empresto ao caos exterior, o mundo pode estar dividido, meu eixo não muda de lugar ou cor. (estrofe 2) Aprendi a não reagir por reflexo, nem viver refém da instabilidade, há um centro firme e complexo que não se rende à tempestade. (estrofe 3) O que acontece fora me toca, mas não me governa o coração, minha paz não pede troca com a próxima comoção. (refrão) Minha paz não depende do dia, nem do humor da multidão, ela existe por decisão e sustenta minha alegria. (estrofe 4) Independência não é frieza, é maturidade emocional, é cuidar da própria inteireza sem negar o mundo real. (estrofe 5) Não sou imune ao sofrimento, mas não sou refém do pavor, distingo fato de sentimento sem abdicar do amor. (estrofe 6) Há um lugar dentro de mim onde o caos não tem acesso, é ali que escolho, enfim, não viver em retrocesso. (refrão) Minha paz não depende do dia, nem da lógica da aflição, ela nasce da escolha clara de não viver na reação. (estrofe 7) Quando tudo pede urgência, eu cultivo permanência, minha calma vira resistência contra a tirania da pressa. (estrofe 8) A alegria que me acompanha não é prêmio por estabilidade, é raiz que não se estranha com a instável realidade. (ponte) Lamento os dias em que entreguei minha paz à confusão alheia, e por medo de não pertencer abandonei minha própria aldeia. (refrão) Minha paz não depende do dia, nem do estado da nação, ela guarda minha alegria mesmo em meio à contradição. (refrão final) Hoje eu me amo com autonomia, alegre mesmo ao entristecer, minha paz não pede garantia: decido viver — e assim viver.

