
[Verse 1] Queimei meu pai num dia de verão claro, E em vez de lágrimas, senti um calor raro, Desde então procuro uma corda entre os mundos, tensa, Teço-a há trinta anos, com minhas mãos, densa [Chorus] Há uma corda fina entre eu e a escuridão, Não se vê, mas eu a sinto, não se parte, não, não, Não tenho prova, só um sentir sincero, E isso me basta, no dia em que ele deixou o sendeiro [Verse 2] Desde noventa e dois carrego esse pensar dentro, Hoje o ponho num livro, para vocês, no centro Onde me deixem dizê-lo, com espaço, ao menos — Não peço que acreditem em tudo o que sinto, plenos [Chorus] Há uma corda fina entre eu e a escuridão, Não se vê, mas eu a sinto, não se parte, não, não, Não tenho prova, só um sentir sincero, E isso me basta, no dia em que ele deixou o sendeiro [Bridge] (voz trêmula, quase falada) Pai, se me ouves além da corda estendida — Eu a segurei. Segurei até o fim, sem fugida [Chorus] Há uma corda fina entre eu e a escuridão, Não se vê, mas eu a sinto, não se parte, não, não, Não tenho prova, só um sentir sincero, E isso me basta, no dia em que ele deixou o sendeiro

