
[Verse 1] No Rio ele nasceu, com sol no olhar e swing no passo Menino de palco, de alma musical, foi crescendo no compasso Cantou com peito aberto, levou no peito o samba e o jazz Fez da canção um endereço que ainda mora onde a memória faz [Pre-Chorus] Em mil novecentos e sessenta e seis, o México viu chegar E em sessenta e sete o brilho inteiro no Brasil foi se espalhar Foi na estrada com a Bossa Rio, voz de veludo e precisão Um coração batendo fino entre o piano e o clarão [Chorus] Pery Ribeiro, vem Pery Ribeiro, vem No passo do Pery O samba não morreu, não Pery Ribeiro, vem Pery Ribeiro, vem Canta mais uma vez Pra não cair no chão [Verse 2] Com trombone abrindo a noite, saxofone cortando o ar Vibrafone riscando o brilho que fazia a sala flutuar Teclado, órgão e percussão, tudo em volta pra girar E a voz dele, tão serena, feito maré querendo ficar Não era só um cantor, era cena, era presença, era chão De mil novecentos e trinta e sete até dois mil e doze, canção [Pre-Chorus] Se o salão fechava a porta, ele abria o coração E o coro vinha junto pra segurar a vibração Foi ator e foi estrada, foi memória e foi calor No balanço da MPB deixou um rastro de amor [Chorus] Pery Ribeiro, vem Pery Ribeiro, vem No passo do Pery O samba não morreu, não Pery Ribeiro, vem Pery Ribeiro, vem Canta mais uma vez Pra não cair no chão [Bridge] E quando a noite pede volta, ele volta na canção No desenho da batida, na finesse da emoção Bossa, samba, jazz no mesmo abraço, tudo junto num só tom Quem ouviu não esquece nunca, fica ecoando bom, bom, bom [Chorus] Pery Ribeiro, vem Pery Ribeiro, vem No passo do Pery O samba não morreu, não Pery Ribeiro, vem Pery Ribeiro, vem Canta mais uma vez Pra não cair no chão

