(estrofe 1) No céu do extremo norte a noite se acende, Com fitas de luz a dançar pelo ar; Um véu multicolorido suavemente se estende, Como um sonho que aprende no escuro a brilhar. (estrofe 2) Verde, violeta, vermelho e dourado Deslizam no alto em secreto bailado; O firmamento parece um jardim estrelado, Por pincéis invisíveis cuidadosamente pintado. (estrofe 3) Não há mãos humanas guiando a pintura, Nem palco preparado para a apresentação; É a própria natureza revelando sua altura, Em silenciosa e grandiosa celebração. (estrofe 4) Partículas solares encontram a atmosfera, E o céu responde com brilho singular; O invisível produz uma imagem sincera, Que transforma o silêncio em vontade de admirar. (refrão) Ó aurora que dança na noite profunda, Faísca celeste de rara beleza, Ensina que a vida também se fecunda Quando contempla o mistério da natureza. (estrofe 5) Quem olha para cima esquece a pressa, E deixa o pensamento vagar pelo céu; Cada faixa luminosa parece uma promessa, Cada cor revela um segredo seu. (estrofe 6) As sombras da noite não são permanentes, Pois há luz escondida no próprio escuro; E fenômenos frágeis, embora surpreendentes, Podem deixar no coração um sinal duradouro. (estrofe 7) A dança celeste não repete seu traço, Cada espetáculo possui seu próprio desenho; Assim como a vida transforma cada passo, Fazendo do instante um momento de engenho. (refrão) Ó aurora que dança na noite profunda, Faísca celeste de rara beleza, Ensina que a vida também se fecunda Quando contempla o mistério da natureza. (estrofe 8) Há beleza que nasce distante dos olhos, Em regiões onde poucos conseguem chegar; Mesmo assim, seu encanto atravessa os abrolhos E convida qualquer coração a sonhar. (estrofe 9) O céu parece abrir uma janela infinita, Mostrando que o universo é maior que nós; E a alma, diante da cena tão bonita, Aprende a escutar seu próprio silêncio e sua voz. (estrofe 10) Ao contemplar as luzes naquela imensidão, Compreendi que admirar também é aprender: Quem respeita o mistério da criação Descobre novas maneiras de viver. (refrão) Ó aurora que dança na noite profunda, Faísca celeste de rara beleza, Ensina que a vida também se fecunda Quando contempla o mistério da natureza.