
(Estrofe 1) Quando ergo os olhos além do chão, vejo cores que salvam a visão; há beleza insistindo em brotar e isso me ensina a me valorizar. (Estrofe 2) O mundo não é só dor ou ruído, há bem escondido no não percebido; quem aprende a ver com atenção descobre sentido na criação. (Estrofe 3) Cada detalhe me chama ao real, o simples também é essencial; ao ver o belo fora de mim, algo belo acorda em mim, enfim. (Refrão) Eu me amo ao olhar o mundo assim, o bem que existe reflete em mim; se a criação carrega valor, eu também sou obra de amor. (Estrofe 4) Há bondade em gestos anônimos, em risos breves, quase mínimos; quando reconheço essa luz, me reconecto ao que sou e fui. (Estrofe 5) O mundo me espelha sem julgar, não exige que eu precise provar; basta ver, sentir, contemplar para minha dignidade lembrar. (Estrofe 6) Não nego a sombra nem a dor, mas escolho ver além do temor; o bem que resiste ao caos profundo me ensina a amar a mim e ao mundo. (Refrão) Eu me amo ao olhar o mundo assim, o bem que existe reflete em mim; se a criação carrega valor, eu também sou obra de amor. (Estrofe 7) Quando tudo parece pesado demais, procuro o belo nos gestos banais; o olhar treinado para agradecer me devolve a vontade de ser. (Estrofe 8) Hoje sei: minha visão constrói, o modo como olho também cuida e dói; ver o mundo com mais ternura me reconcilia com minha própria figura. (Ponte) Quantas vezes deixei de me amar por querer possuir, competir, alcançar; amei imagens, lugares, posições, e esqueci de mim nas comparações. (Refrão) Eu me amo ao olhar o mundo assim, o bem que existe reflete em mim; se a criação carrega valor, eu também sou obra de amor. (Refrão Final) Agora eu me amo em qualquer visão, na beleza clara ou na contradição; ao desejar amar sem condição, eu me amo em toda situação.

