
(Verso 1) Quando a cidade fecha os olhos, E as luzes começam a apagar, Há uma voz que me chama baixinho, E me diz para continuar. Não vem do céu nem da sorte, Nem de um sonho qualquer, Vem do rugido do motor, Que me conhece como ninguém. (Pré-Refrão) Já me viu perder batalhas, Já me viu voltar a sorrir, Foi testemunha dos meus silêncios, E da vontade de seguir. (Refrão) É a voz do motor, Que me fala na escuridão, Que afasta todos os medos, E reacende a paixão. É a voz do motor, Companheira da solidão, Que transforma cada estrada, Numa nova direção. (Verso 2) Há noites longas e frias, Que parecem não acabar, Mas basta ouvir aquele som, Para a força regressar. Cada mudança de caixa, Cada quilómetro vencido, É mais uma página escrita, Num destino ainda por cumprir. (Ponte) Não preciso de multidões, Nem de fama para brilhar, A minha liberdade mora, No caminho que vou traçar. (Refrão Final) É a voz do motor, Que me chama pelo nome, Que me lembra todos os dias, O homem que eu me tornei. É a voz do motor, Que me acompanha até ao fim, Enquanto houver estrada à frente, Nunca será o fim para mim. (Final) E quando o mundo se calar... E a noite voltar a cair... Vou ouvir a voz do motor... E mais uma vez partir.

