[Intro – drone, bass, crowd murmur] (Oh-oh-oh) No palco da vida, a cortina se abre Enquanto a plateia, em silêncio, não sabe Se aplaude ou se cala, se grita ou se esconde Ninguém se movimenta, de onde veio a fonte? O som do vazio é mais alto agora Em cada segundo que a chance se esvai Pra aqueles que estão no muro, no eixo inerte Com a voz presa na garganta, sem norte O mundo em chamas, e a pose de inércia Presos na sua própria e fria aversão à querência As cores se apagam, a razão se inverte E a liberdade, parece que morre ao sul Na tela gigante, os eventos passam Mas o controle remoto na mão, os olhos não se desfazem O som do vazio é mais alto agora (em cada segundo, em cada segundo…) Em cada segundo que a chance se esvai Pra aqueles que estão no muro, no eixo inerte (com a voz presa, com a voz presa…) Com a voz presa na garganta, sem norte O mundo em chamas, e a pose de inércia Presos na sua própria e fria aversão à querência [Breakdown – voz quase sussurrada] Não basta ver, não basta sentir, não basta pensar É preciso que o corpo se erga, que a alma se ponha a gritar Que a voz se faça ouvir, que a mão se estenda a lutar Antes que o silêncio se torne o seu eterno lugar [Build – batida voltando, gritos de fundo] O som do vazio é mais alto agora Pra aqueles que estão no muro, no eixo inerte Em cada segundo que a chance se esvai Com a voz presa na garganta, sem norte [Drop – coro final, em camadas, gritado] PRA AQUELES QUE ESTÃO NO MURO, NO EIXO INERTE! COM A VOZ PRESA NA GARGANTA, SEM NORTE! O MUNDO EM CHAMAS, E A POSE DE INÉRCIA! PRESOS NA SUA PRÓPRIA E FRIA AVERSÃO À QUERÊNCIA! (Oh-oh-oh… oh-oh-oh…) No muro… no muro… No muro… [Batida some, só o eco da voz]