
(estrofe) Cansei da armadura apertada, pesada demais para sorrir, descobri que alma blindada não aprende leveza ao existir. (estrofe) Ser forte o tempo inteiro cansa, vira máscara, não proteção, há coragem em quem balança sem perder a direção. (estrofe) Minha fragilidade não é falha, é condição de ser humano, quem nunca racha, nunca trabalha o próprio limite, ano após ano. (refrão) Não preciso ser invencível, para ser inteiro e capaz, há alegria no que é sensível, há força discreta na paz. (estrofe) O choro que um dia escondi era sede de acolhimento, quando o aceitei, percebi que ali nascia um novo alento. (estrofe) Fragilidade não é derrota, é porta aberta à comunhão, quem admite a própria rota anda mais leve no coração. (estrofe) A alegria não mora na rigidez, nem no orgulho de suportar sozinho, ela floresce na lucidez de pedir ajuda no caminho. (refrão) Não preciso ser invencível, para ser inteiro e capaz, há alegria no que é sensível, há força discreta na paz. (estrofe) Caminhar frágil é caminhar real, sem o teatro da perfeição, é admitir que o vendaval também atravessa o meu chão. (estrofe) E ainda assim continuar, com o coração exposto ao mundo, ser alegre é não se fechar por medo de cair mais fundo. (ponte) Quantas vezes deixei a alegria por fingir que nada doía, vesti dureza como garantia e perdi a ternura que eu queria. (refrão) Não preciso ser invencível, para ser inteiro e capaz, há alegria no que é sensível, há força discreta na paz. (refrão final) Hoje eu me amo com minhas fissuras, alegre mesmo ao entristecer, minhas quedas não são rupturas, são parte bonita de viver.

