
[Verso 1] No meio do concreto, a praça se abriu O tempo parou… mas a cidade seguiu O Copan me olhou como velho amigo E o Terraço acenou, sempre comigo [Verso 2] O Joelma, calado, contou sua dor Das chamas que levaram vidas sem cor Mostrei o Estadão, o prédio da educação Cada parede ali… é puro coração [Pré-refrão] Vinicius disse, com o olhar a brilhar: “Essa cidade tem um jeito de lembrar” Nicolas, atento, quis fotografar Com os olhos, a alma, e o celular [Refrão] 🎵 Cada prédio é um livro que resiste Cada esquina, uma história que persiste São Paulo fala sem abrir a boca Em pedra, fumaça, concreto e roupa 🎵 [Ponte instrumental – guitarra faz a “fala” dos prédios, com notas longas e trêmulas] [Verso 3] Falei do Supla e do velho jornal Do prédio que pulsa num tom visceral As crianças ouviam como quem lê Com o coração aberto e sem porquê [Pré-refrão] O metrô ficou pra trás, mas o som ficou De passos no calçadão onde a vida passou Um sopro de vento trouxe um papel Com poesia urbana, chuva e céu [Refrão (variação)] 🎵 Cada sombra projeta um passado Cada luz revela o inesperado Na Praça das Memórias, deixei um pedaço De mim, de nós, de cada abraço 🎵 “Foi ali que entendi: a cidade também lembra de quem a ouve.”

