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DEUS QUE SE IRRITA COM FRAQUEZAS

(ESTROFE 1) No deserto, a fome vira clamor, o corpo exausto aprende a gritar, a poeira entra na prece do povo que só queria sobreviver e andar. (ESTROFE 2) Cansaço não é rebeldia, mas limite humano a sangrar, a garganta seca pede água, e o estômago vazio sabe orar. (ESTROFE 3) Ainda assim, surge a ira do alto, como se fraqueza fosse traição, o gemido vira ofensa, a dor, suspeita de ingratidão. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que se irrita com fome e fadiga, teu amor não acusa o fraco, nem pune quem já se fatiga. (ESTROFE 4) Moisés carrega o peso do povo, e o peso molda sua visão, confunde a tensão da liderança com a voz do céu em reprovação. (ESTROFE 5) A narrativa veste Deus de impaciência, espelhando o nervo de quem conduz, mas o limite humano projetado não revela o coração de Jesus. (ESTROFE 6) Cristo vê multidões cansadas, não as acusa de murmurar, manda sentar, reparte o pão, e ensina a descansar. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, do deserto e da severidade, em ti a fraqueza encontra abrigo, não ameaça, mas hospitalidade. (ESTROFE 7) Ele chama os sobrecarregados, não exige força para amar, faz do colo um mandamento e do alívio um lugar. (ESTROFE 8) Onde a antiga fé via prova, Jesus enxerga condição, não testa resistência humana, oferece compaixão. (PONTE) Quanto defendi a dureza santa, chamando ira de educação, atribui a Deus meu cansaço, minha pressa, minha frustração. (REFRÃO) Perdão, Senhor, não és o Jeová, que se fere com a limitação, teu rosto não se fecha ao fraco, teu amor não cobra perfeição. (REFRÃO FINAL) Hoje descanso em Jesus, Deus-amor, sem medo do meu próprio limite, pois nunca, jamais, por motivo algum, serias diferente conosco, bendito.