
(estrofe 1) Leram-me outrora cidades tombando, Como se o céu sorrisse ao seu fim; Mas vi teu Filho em lágrimas chorando, Pois teu amor jamais termina assim. (estrofe 2) Muros erguidos, fumaça no horizonte, Espadas cantando terrível canção; Mas tua graça tornou-se uma fonte, Brotando esperança em cada coração. (estrofe 3) Chamaram justiça o fogo das ruínas, Disseram ser santa tamanha aflição; Mas tua luz floresce entre as colinas, Semeando paz em vez de punição. (estrofe 4) Enquanto reis celebravam vitórias, Contando cadáveres pelo caminho, Tu escrevias diferentes histórias, Acolhendo o fraco com eterno carinho. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não destróis cidades para provar teu poder. Jesus chorou por Jerusalém, e nele encontrei O Deus que deseja salvar, restaurar e viver. (estrofe 5) Nenhuma muralha ocultou teu olhar, Nem torre alguma venceu tua bondade; Preferiste sempre reconciliar, Transformando medo em liberdade. (estrofe 6) Os ventos espalham cinzas ao chão, E o tempo consome qualquer fortaleza; Mas tua palavra ergue a criação, Vestindo de vida toda tristeza. (estrofe 7) Onde esperavam trombetas de guerra, Ouvi teu convite para recomeçar; Teu Reino não cresce ferindo a terra, Mas ensinando o próximo a amar. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não destróis cidades para provar teu poder. Jesus chorou por Jerusalém, e nele encontrei O Deus que deseja salvar, restaurar e viver. (estrofe 8) Vi multidões seguindo o desespero, Pensando vencer pela destruição; Mas Cristo mostrou outro roteiro: Salvar primeiro cada coração. (estrofe 9) Os séculos passam levando impérios, Palácios, exércitos e glória vã; Mas permanece acima dos mistérios O Deus que oferece nova manhã. (estrofe 10) Agora contemplo a santa colina, Molhada pelas lágrimas de Jesus; Não vejo vingança que domine ou ensina, Mas o eterno esplendor da tua luz. (ponte) Quanto tempo defendi que tua majestade precisava da devastação, Como se o amor dependesse do silêncio das cidades vencidas. Hoje reconheço que confundi antigos relatos de uma nação Com a voz do Cristo, que veio devolver esperança às vidas. (refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová que imaginei; Não destróis cidades para provar teu poder. Jesus chorou por Jerusalém, e nele encontrei O Deus que deseja salvar, restaurar e viver. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de infinita compaixão; Teu amor jamais conhece mudança, violência ou rigor. Para sempre estás conosco, sustentando a criação, Pois tua eterna identidade será somente Amor.

