Song Cover Image

DEUS QUE LUTA COMO HOMEM

(poema – estrofe 1) Na noite escura, Jacó tremia, Um vulto estranho o surpreendeu, E o corpo inteiro se retorcia Numa batalha que ninguém entendeu. ... (poema – estrofe 2) Golpes, abraços, suor e poeira, Um Deus-homem de força mortal? Mas Cristo disse que a verdadeira Presença divina é espiritual. ... (poema – estrofe 3) Lutaram horas naquele vale, Como se o Eterno tivesse punho, Mas Deus não prende, não se avassale, Nem trava corpo com filho do mundo. ... (refrão) O Deus de Jesus não luta com a mão, Não fere o filho que busca abrigo. O Pai é Espírito, pura compaixão, E nunca disputa força com o amigo. ... (poema – estrofe 4) Jacó mancou ao fim da briga, Chamou de bênção o sofrimento. Mas Cristo cura, levanta e dignifica, Não golpeia o corpo em tormento. ... (poema – estrofe 5) A fé antiga moldou a cena, Um Deus guerreiro feito de pó. Mas o Filho mostra outra antena: O Pai não precisa derrubar Jacó. ... (poema – estrofe 6) Oh, quantas vezes fiz confusão, Tomando o mito por revelação! Mas o Cristo vivo é outra visão, De Deus que age só no coração. ... (refrão) O Deus de Jesus não luta com a mão, Não fere o filho que busca abrigo. O Pai é Espírito, pura compaixão, E nunca disputa força com o amigo. ... (poema – estrofe 7) Não é o toque que paralisa, Não é derrota que dá benção. Jesus é luz que eterniza, Paz que transforma toda aflição. ... (poema – estrofe 8) Agora vejo: é pura metáfora, Um sonho humano — não revelação. Foi a leitura rude e pálida Que confundiu Deus com emoção. ... (ponte) Perdão, Senhor, por ter defendido Um Deus que luta como se fosse mortal. Por crer que o Pai fosse rude e contido, E que tua força fosse tão carnal. ... (refrão) O Deus de Jesus não luta com a mão, Não fere o filho que busca abrigo. O Pai é Espírito, pura compaixão, E nunca disputa força com o amigo. ... (refrão final) Agora eu descanso no Deus verdadeiro, Jesus, Amor que vive conosco. Nele não há duelo ou golpe traiçoeiro, Só paz que renova o ser até o osso.