A luz se abriu,
e nem era abril,
mas dezembro veio
com seu tom sutil. Trouxe o renascer
num sopro de canção,
como um acorde leve
batendo no coração. Somos notas soltas
buscando direção,
achando respostas
no meio da emoção.
E a velha pressão
se despede em silêncio,
vai ficando pra trás
como o fim de um refrão. O que nos move agora
é sentido e vibração,
não pra chegar no topo,
mas pra refazer o chão. É só observar
o que mora em si,
sem medo de olhar
pro que sempre esteve ali. Sem encismação,
deixando a vida fluir,
que a paz no coração
comece a florir.