
A luz se abriu, e nem era abril, mas dezembro veio com seu tom sutil. Trouxe o renascer num sopro de canção, como um acorde leve batendo no coração. Somos notas soltas buscando direção, achando respostas no meio da emoção. E a velha pressão se despede em silêncio, vai ficando pra trás como o fim de um refrão. O que nos move agora é sentido e vibração, não pra chegar no topo, mas pra refazer o chão. É só observar o que mora em si, sem medo de olhar pro que sempre esteve ali. Sem encismação, deixando a vida fluir, que a paz no coração comece a florir.

