
Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar! Levantai a âncora, ó gente do mar, Que a lua já brilha, é tempo de zarpar. D. Francisco de Almeida jurou vingar, O filho Lourenço, que em Chaul foi tombar. Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar! Duzentos navios vêm para nos derrotar, Mamelucos, turcos, que nos querem afogar. Mas são dezoito naus de aço e de valor, Cada tiro nosso é uma fúria e um clamor! Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar! A “Flor de la Mar” é a primeira a disparar, O fogo da pólvora faz o inimigo tremer. Afundamos quatro naus, seis vamos capturar, O sangue mouro tinge as ondas deste mar! Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar! O Vice-Rei grita: “Fogo, até os queimar!”, A esquadra inimiga já começa a naufragar. Sem perder um só navio, a vitória é nossa, sim!, Gloriosa armada, que o mundo viu assim! Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar! Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar! Oh, mar salgado, guarda esta memória, Deste dia de glória, de sangue e vitória. Dos canhões fumegantes à vela a enfunar, Portugal senhor do Índico ficou a reinar. Puxa, puxa, marujos, que o vento já vem! Diu, Diu, a vitória é de quem? Puxa, puxa, marujos, que o canhão ruge no ar! Diu, Diu, é Portugal a triunfar!

