
À beira do alto, o vento chama, um passo e o mundo se derrama. O coração quer ir, o medo diz: “fica”, mas o desejo é chama antiga. Entre o céu e o chão, há um fio, há um som, um suspiro que diz: “seja o que for, é em ti que o risco dormiu.” Às vezes a vista linda da montanha depende do salto que a alma sonha. Mas até onde posso ir sem me perder? Entre o abismo e o nascer, quero aprender. Cada passo é um segredo do tempo, cada pedra carrega um sentimento. O ego segura, o id quer voar, e o superego tenta nos julgar. Mas a vida é ritmo, é respiro e dança, não se vive só de segurança. Quem não se lança nunca verá o horizonte que o risco revelar. Às vezes a vista linda da montanha depende do salto que a alma sonha. Mas até onde posso ir sem me perder? Entre o abismo e o nascer, quero aprender. O topo é espelho do vale profundo, o medo é parte do amor pelo mundo. E quando eu pular, que o vento me leve, pra ser inteira leve e breve.

