
[Verso 1] Nasceu numa oficina, em pleno Ribatejo, Um engenho de ferro, tão português no traquejo. Com olhos que brilham, à luz de um candeeiro, E um coração a vapor, feito de um velho ferreiro. Anda pela rua, cumprimenta a vizinhança, A tocar concertina com ar de confiança. "Olha o android, tão bem-educado, Até sabe fado e dá um bom recado!" [Refrão – Couro em harmonia] (“Oh-oh-oh! Android!”) O android português, com jeito e tradição, (“É de ferro, mas com emoção!”) Não é de silicone, tem alma e coração. Faz arroz de cabidela, canta com emoção, O futuro é mecânico, mas bate com paixão. [Verso 2] Na festa da aldeia, é sempre o convidado, Faz pisca-pisca às miúdas e dança desengonçado. Sabe fazer caldo verde e arranjar a antena, É um mestre polivalente, nunca tem pena. E quando o céu escurece, na rádio à tardinha, Sintoniza o Amália, com sua mãozinha. Recarrega no gerador do moinho do Zé, Mesmo sendo robô, sente falta de café. [Refrão – Couro em força] (“Oh-oh-oh! Android!”) O android português, com jeito e tradição, (“Viva ao futuro e à emoção!”) Não é de silicone, tem alma e coração. Faz arroz de cabidela, canta com emoção, O futuro é mecânico, mas bate com paixão. [Ponte – Couro em resposta] (“Android, Android, o que és capaz de fazer?”) Nas veias corre cobre, mas o sonho é real, (“Portugal digital!”) Quer ser presidente num Portugal digital. Um robô tão humano, que até vai à missa, E no final do dia, sempre dá uma risca. [Refrão Final – Couro celebra] (“Oh-oh-oh! Android!”) O android português, com jeito e tradição, (“É de ferro, mas com paixão!”) Não é de silicone, tem alma e coração. Faz arroz de cabidela, canta com emoção, O futuro é mecânico, mas bate com paixão. [Outro – Couro aplaude] (“Android, android, és de cá, és o maior!”) Por cá não há circuitos nem fios sem valor, Até os androides sabem o que é amor. Com braços de ferro e uma alma assim, O android português é um de nós até ao fim.

